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Prefeitura zera fila de castração de gatos e fortalece política pública de proteção animal

Proteção Animal

Prefeitura zera fila de castração de gatos e fortalece política pública de proteção animal
Emília Golzio destacou os principais avanços na política de saúde animal

A Prefeitura de Aracaju alcançou, em 2025, um marco histórico na política municipal de saúde animal e controle populacional ao zerar a fila de espera para castração de gatos na capital. O resultado é fruto do fortalecimento do programa 'Aju Animal', coordenado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), que ampliou o acesso gratuito aos serviços veterinários e consolidou uma atuação integrada com protetores independentes e organizações da causa animal.

O balanço das ações foi apresentado nesta quinta-feira, 18, durante o evento de encerramento do ano do Aju Animal, realizado no Caju Hub, que reuniu representantes de ONGs, projetos independentes e protetores que atuam diretamente no cuidado de cães e gatos em situação de vulnerabilidade. Segundo a secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, o encontro simboliza um princípio que orientou a política pública ao longo do ano.

“Em 2025, uma das perspectivas que marcaram o 'Aju Animal' foi que cuidar dos animais é uma responsabilidade coletiva. Não podemos tomar decisões sem ouvir quem está na linha de frente da causa animal. Esse diálogo é fundamental para entender as demandas e planejar as ações que vão orientar o programa em 2026”, destacou. Ainda segundo a secretária, somente em 2025 1.517 gatos foram castrados por meio do 'Aju Animal', contribuindo diretamente para a redução da reprodução descontrolada, da incidência de doenças e do abandono. Um dos fatores decisivos para esse avanço foi a ampliação do número de clínicas veterinárias credenciadas, descentralizando os atendimentos e reduzindo o tempo de espera.

“Hoje, o 'Aju Animal' atua por meio de convênios com clínicas, oferecendo consultas básicas e castrações. Zeramos a fila de castração de gatos e ampliamos o acesso da população aos serviços, o que representa um avanço significativo na política de saúde animal do município”, explicou a secretária.

A coordenadora do Aju Animal, Carollyne Costa, explicou que os encontros com ONGs, protetores e projetos independentes fazem parte da metodologia permanente do programa. “O Aju Animal promove reuniões regulares justamente para compreender as demandas e o fluxo de trabalho, que mudam ao longo do ano. Há períodos em que a maior necessidade é a castração de cães, em outros de gatos. Essa escuta é essencial para planejar ações mais eficientes”, afirmou.

Segundo ela, o encontro de encerramento do ano tem um papel estratégico, especialmente por ocorrer em dezembro, mês dedicado ao combate aos maus-tratos e ao abandono de animais. “Esse momento é fundamental para avaliar tudo o que foi realizado e estruturar melhor o programa para o ano seguinte. É quando conseguimos alinhar campanhas educativas, definir prioridades e planejar as ações que vão nortear o Aju Animal em 2026”, completou.

Para os protetores, a castração é apontada como a medida mais eficaz para enfrentar o abandono. Na visão da presidente da Associação Defensora dos Animais São Francisco de Assis (Adasf), Maria Antônia, o controle populacional é essencial para a sustentabilidade dos abrigos. “A castração é uma necessidade muito importante para nós. Hoje abrigamos cerca de 450 cães e entre 250 e 300 gatos, todos resgatados de situações de abandono ou maus-tratos. Sem esse apoio, fica impossível quebrar o ciclo da reprodução e do abandono”, afirmou.

Além do controle populacional, o 'Aju Animal' atua em outros três eixos fundamentais: Saúde Animal, com consultas e procedimentos; Lares Temporários, incentivando o acolhimento responsável; e Apoio à Adoção, por meio de campanhas e feiras realizadas em parceria com instituições públicas e privadas. Responsável pelo Projeto Tundercats, Gisele Gil destacou a importância dessa articulação para garantir a adoção responsável. “Nós resgatamos animais abandonados, cuidamos, castramos e encaminhamos para adoção principalmente por meio das feiras do 'Aju Animal'. Hoje cuidamos de 58 gatos, 14 cães e cinco filhotes. Esse apoio institucional faz toda a diferença”, relata.

Gisele também ressaltou que o fim da fila de castração representa um avanço, mas alertou para a necessidade de continuidade. “A Prefeitura está fazendo a parte dela, oferecendo a castração. Mas é fundamental que haja conscientização dos tutores", pontuou.

Impacto direto nas comunidades

A parceria entre o poder público e os protetores também tem transformado a realidade de comunidades com altos índices de abandono. A fundadora do Fraternidade Pet, Maria Aparecida de Souza, destacou os resultados do trabalho conjunto no bairro Jabotiana e em regiões próximas. “Desde 2016, nosso foco é o controle populacional. Com a parceria da Sema, conseguimos avançar muito. Antes, nos sentíamos limitados. Hoje, com apoio em consultas, exames e castrações, conseguimos mudar a realidade de áreas onde havia cadelas parindo nas ruas e até em valas”, relatou.

Segundo ela, ações realizadas em localidades como o povoado Aloque já apresentam impactos concretos. “Se fosse avaliar de zero a dez, diria que avançamos para um nível sete. A mudança é visível e isso mostra que a política pública, quando chega junto, funciona”, afirmou.

Perspectivas para 2026: Hospital Veterinário Municipal

Durante o evento, a secretária Emília Golzio também apresentou as perspectivas para 2026, com destaque para o avanço do projeto do Hospital Veterinário Municipal, anunciado pela prefeita Emília Corrêa com recursos da Deso.

“A Sema ficou responsável pelo projeto técnico, que é um memorial de necessidades do hospital. Com isso, a Emurb poderá desenvolver o projeto arquitetônico. A expectativa é que, em 2026, a gente avance a passos largos para a construção do primeiro hospital veterinário de Aracaju”, explicou. O equipamento ampliará significativamente o alcance da política pública, oferecendo atendimentos de média e alta complexidade.

“Hoje conseguimos oferecer atendimentos básicos e castrações. O hospital veterinário vai permitir cirurgias complexas, atendimento a traumas e casos que hoje não conseguimos absorver. Esse é um marco histórico para a cidade e para a população que não tem condições de arcar com esses custos”, concluiu a secretária.


Fonte: https://www.aracaju.se.gov.br/noticias/114728/

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