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Prefeitura fortalece incentivo à leitura e convivência com clube do livro para idosos

Incentivo à leitura

Prefeitura fortalece incentivo à leitura e convivência com clube do livro para idosos
Prefeitura fortalece incentivo à leitura e convivência com clube do livro para idosos (Fotos: Karla Tavares / Secom/PMA)

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e da Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira, promove mensalmente o Clube do Livro para Pessoas Idosas. A iniciativa reúne pessoas da terceira idade em atividades que estimulam a leitura, a memória e a convivência, além de criar um espaço para troca de experiências e construção de vínculos.


Realizado na última quarta-feira de cada mês, o clube é organizado em dois momentos principais: a leitura literária e a roda de conversa. Nesta quarta-feira, 26, os participantes participaram de um bate-papo sobre alimentação saudável com a nutricionista Roseane Almeida, voluntária da biblioteca. A atividade teve como objetivo contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida, além de esclarecer dúvidas sobre alimentação.


O acompanhamento dos participantes também continua entre os encontros. A biblioteca realiza indicações de leitura e mantém um grupo no WhatsApp, que permite o contato direto e a continuidade das conversas e compartilhamentos iniciados durante as atividades.


Para a coordenadora da Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira, Verônica Cardoso, a leitura funciona como uma forma de exercício para a mente e pode contribuir para o estímulo cognitivo, especialmente na terceira idade.


“A leitura é um exercício. As pessoas vão para a academia trabalhar os músculos, para ter saúde do corpo, mas também é necessário cuidar da mente, para o exercício do cérebro, o exercício de desenvolvimento cognitivo. Então, o livro e a leitura fazem parte desses exercícios, e é muito importante, principalmente para a pessoa idosa. E aqui a gente torna o livro um companheiro diário na vida deles, incentivando a leitura”, enfatizou.


Um espaço para sair de casa e criar vínculos


Para os participantes, o clube representa também uma oportunidade de romper com a rotina doméstica, conhecer pessoas e manter uma vida social ativa.


Maria Aurélia Sousa Silva conta que começar a frequentar os encontros trouxe mudanças positivas para o cotidiano. “É muito bom, porque a pessoa que é dona de casa e só vive dentro de casa, quando acontece uma atividade para ir, é bom, porque se diverte e conversa com as colegas. É bom, porque você é idosa, sabe de alguma coisa, mas aprende mais com os mais novos”, compartilhou.


A aposentada Ivanilda Teles dos Santos frequenta o clube assiduamente e destaca justamente a possibilidade de conversar e trocar experiências com outras participantes. “É muito importante. A conversa entre as colegas é muito boa. Depois a gente vai para casa, assim, como dizem ‘alimentada da palavra’, né? A comunicação é ótima, uma diz uma coisa, outra fala outra, e assim vamos absorvendo muita coisa boa”, afirmou.


Maria Leda do Santos Oliveira, pensionista, também considera os encontros uma oportunidade de permanecer ativa e aprender coisas novas.


“A gente fica mais ativa. A experiência que a gente tem vivendo aqui é muito boa. Eu gosto, pelo menos a gente vai aprendendo mais. É legal, porque aqui tem várias pessoas que eu conheço. A gente compartilha, é muito bom a gente conhecer mais assim. É sempre bom aprender uma coisa assim, ter uma novidade, é bom para a gente”, disse.


Além do estímulo à leitura, a proposta funciona como espaço de convivência e fortalecimento de vínculos, contribuindo para reduzir o isolamento social e valorizar as experiências de vida dos participantes.


Leitura como exercício para a memória


O estímulo cognitivo é outro aspecto trabalhado pelo clube. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atividades de estimulação cognitiva, entre elas a leitura, podem contribuir para a prevenção ou o retardamento do declínio cognitivo e da demência. A prática também mobiliza habilidades relacionadas à linguagem, memória e concentração.


Verônica Cardoso explica que a leitura pode ter um papel importante nesse processo. “Por essa questão de trabalhar a memória, é que a leitura é um dos meios que ajuda no entardecimento de doenças como o Alzheimer. Então, ela vem auxiliar não só o entardecimento, mas também evitar”, explica.


A coordenadora conta que já recebeu relatos de participantes que associam as leituras realizadas nos encontros a lembranças e experiências pessoais. Um deles, segundo ela, aconteceu durante uma atividade com literatura de cordel.


“A memória é algo muito trabalhado durante nossos encontros, não só a leitura. Então, já temos vários relatos positivos aqui. Inclusive, em um encontro, uma senhora que inicialmente não queria ler, e eu deixei um cordel com essa senhora. Ela pegou o cordel, leu, e na hora da partilha, ela quis partilhar. Ela chorou, se emocionou, e disse que através daquela história que ela leu, ela voltou ao passado”, relatou.


Para Maria Neuza Vieira Santos, de 73 anos, a experiência no clube também tem impacto direto no bem-estar. Ela começou a participar por causa das atividades e das orientações da nutricionista Roseane Almeida e passou a frequentar os encontros regularmente.


“Eu gostei do trabalho da nutricionista, a atenção dela. Eu amei, aí eu fiquei, e venho sempre, na última quarta-feira do mês. Aí eu estou aqui porque fui muito bem acolhida. O que eu mais gosto são as receitas que a nutricionista passa”, contou.


Segundo Maria Neuza, as tardes no clube também funcionam como uma forma de cuidado e distração. “A tarde é maravilhosa, alegre, me distrai muito, e a amizade é tudo. Já é como uma terapia que a gente faz, e para mim está sendo muito legal.”


Cordel aproxima literatura e cotidiano


O Clube do Livro trabalha principalmente com literatura sergipana e aracajuana. Em agosto, as atividades foram dedicadas à literatura de cordel, gênero escolhido também pela possibilidade de aproximação com as experiências e memórias dos participantes.


De acordo com Verônica Cardoso, a linguagem e os temas presentes no cordel facilitam o envolvimento do público idoso com a leitura. “O cordel é uma leitura que atrai, por ser de linguagem simples. As letras não são pequenas, em sua maioria, e a gente faz uma seleção também. Também são histórias do cotidiano, então tem muita coisa com que eles se identificam naquela história que está retratada no cordel. Também tem essa parte e curiosidades que o cordel traz, e é até uma leitura encantada e mais dinâmica”, explicou.


As rodas de leitura e de conversa do Clube do Livro para Pessoas Idosas são realizadas mensalmente na Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira. A programação reúne leitura compartilhada, atividades de estímulo cognitivo e momentos de convivência, valorizando as histórias e experiências dos participantes.


Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 3211-6411 ou pelas redes sociais da Funcaju.


Fontes: https://www.aracaju.se.gov.br/noticias/119114/

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