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Prefeita Emília Corrêa prestigia Padê de Exu e recebe certificado antirracista dos povos de terreiro

Aracaju

Prefeita Emília Corrêa prestigia Padê de Exu e recebe certificado antirracista dos povos de terreiro
Fotos: Felipe Bass/PMA

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, prestigiou nesta terça-feira, 17, a realização do Padê de Exu, na Praça Hilton Lopes, evento que reuniu mais de 100 casas de axé da capital. A cerimônia integra a programação comemorativa pelos 171 anos de Aracaju e celebrou a ancestralidade, a fé e a diversidade religiosa presentes na cidade. Na ocasião, a gestora foi homenageada com o certificado antirracista, concedido pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir). A honraria reconhece iniciativas voltadas ao combate ao racismo e à intolerância religiosa no município.

Durante o evento, a prefeita destacou a importância do respeito à diversidade e reafirmou o papel da gestão na consolidação de políticas públicas voltadas à igualdade. “A diversidade religiosa e cultural faz parte da nossa cidade e não é só na fala, é na atitude também, é no respeito, é no acolhimento. Porque como eu tinha dito ano passado, e digo sempre: a fé é algo de foro íntimo, a liberdade religiosa deixa tudo isso muito claro. Então o remédio para tudo isso é o respeito, é o respeito às políticas públicas. Contem com esta prefeita nas políticas públicas. Esse certificado antirracista revela o que eu carrego no meu coração e vamos fazer sempre isso. Deus, Jesus nunca fez essa separação de pessoas, Deus não nos separou em nada. Contem com a gente que a gente não vai estar separado”, disse.

A presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial de Aracaju, Elisângela Santos, explicou o objetivo da homenagem. “A gente vem, desde o ano passado, entregando alguns certificados a alguns gestores. Eu falei assim: ‘olha, o da prefeita tem que ser entregue em um momento que a gente se sinta confortável para entregar’. E eu acredito que hoje é o momento. A prova é a realização do Padê de Exu. Nós vamos entregar esse certificado antirracista, onde reafirmamos que a Prefeitura de Aracaju, na pessoa da prefeita Emília Corrêa, está tentando combater o racismo. E a resolução que nós vamos entregar pontua algumas demandas que foram deliberadas em conferência, pedindo que se regularize alguns setores dentro da gestão que são existentes. Então a gente quer essa regularidade até para melhor interlocução. E, claro, não poderia faltar: nós precisamos encarar com urgência a construção do plano municipal de combate ao racismo no nosso município. Com a criação desse plano, inclusive, fica mais fácil criar políticas públicas, não só para os povos de religiões de matriz africana, mas para a população negra de Aracaju, que é a grande maioria”, destacou.

A cerimônia

O Padê de Exu é uma cerimônia tradicional das religiões de matriz africana e simboliza abertura de caminhos, comunicação e prosperidade. A Mãe Meire Mansuet ressaltou o apoio da gestão municipal para a realização do evento e explicou o significado do ritual. “Trata-se de um agradecimento pela conquista desse espaço de comemoração pelo aniversário da cidade de Aracaju. É a nossa segunda edição de reverência, de enaltecer as religiões de matriz africana. Então, a gente vem agradecer à Prefeitura de Aracaju por esse espaço dado às religiões de matriz africana e também louvar as nossas divindades afro-religiosas”, disse.

Ela também detalhou os elementos da cerimônia. “Exu é o senhor dos caminhos, é o senhor da prosperidade, é o senhor da comunicação. Nós ofertamos primeiro o nosso amor, a nossa gratidão, a nossa fé e também ofertamos frutas, bebidas, comidas, tudo o que o coração pedir para dar a gente dá, porque não existe maldade no orixá, a maldade está no ser humano. O orixá é uma energia de comunicação, uma energia de prosperidade, uma energia de alegria, acima de tudo”, explicou Mãe Meire.

O evento contou com a participação de representantes das religiões de matriz africana, incluindo nomes como Mãe Marizete, considerada a matriarca do candomblé sergipano, e Mãe Jacira, uma das principais lideranças religiosas do estado. Para ela, a iniciativa representa um avanço no reconhecimento e valorização dos povos de terreiro. “Eu acho muito valioso. Estamos aqui hoje para comemorar os 171 anos de Aracaju e dando apoio à Prefeitura de Aracaju, que abraçou essa causa, algo que a gente nunca teve com outros prefeitos. Então ela está de parabéns por abraçar. É uma religião em que o preconceito não acaba. Eu hoje estou com 82 anos, comecei minha vida com sete anos de idade e, graças a Deus, me sinto muito feliz e honrada”, concluiu.

Fonte: https://www.aracaju.se.gov.br/noticias/116106/

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